Hoje é dia de Massa Crítica!

27 07 2012





Pai e filha

16 06 2012

Este vídeo é dedicado para a Isabela. :)





A forma mais sincera de elogio

7 05 2012

Não tenho certeza, mas acho que foi Sófocles quem disse: “O plágio é a forma mais sincera de elogio”.

Em artigo na edição de hoje (7/5) do jornal Zero Hora, o presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, se apropria de uma frase que foi cunhada e consagrada pelo movimento Massa Crítica. Jogando pra torcida e exaltando a inauguração de 416 metros da ciclovia na Av. Ipiranga, 4,4% do total previsto, Cappellari (também conhecido como “Carrollari”) intitula seu texto: “Nós somos o trânsito”.

Por um lado, fiquei contente de ver nosso tão estimado presidente da EPTC plagiando exaltando o mote da Massa Crítica, mas fazer isso sem citar a fonte é feio, né? A frase é até o nome de um filme que foi feito sobre o movimento, que pode ser visto na íntegra no YouTube.

E aqui o artigo, que é descarado desde o título.

Nós somos o trânsito
por Vanderlei Cappellari*

A inauguração do trecho da primeira etapa da ciclovia da Avenida Ipiranga, entre a Erico Verissimo e a Azenha, nesta segunda-feira, representa outro ganho importante de qualidade na circulação de Porto Alegre. São os primeiros 416 metros de um total de 9,4 quilômetros, que, somados aos espaços a serem destinados aos ciclistas na ciclofaixa da Icaraí, a partir de 10 de maio, e ciclovia da Restinga, em atividade neste primeiro semestre, ao lado da ciclovia da Diário de Notícias, representam investimentos concretos na paisagem da cidade.

Em relação às bicicletas, não queremos que a atual gestão municipal seja marcada apenas como aquela que mais investe na construção de espaços para a circulação deste modal de deslocamento na Capital. Mais importante do que isto está no esforço e envolvimento de toda a sociedade, em buscar, e tornar realidade, uma mudança de cultura, na convivência mais saudável entre todos os atores inseridos nos mais diversos modais da circulação, em que a bicicleta ocupa papel de destaque como veículo de sustentabilidade social, urbanística e ambiental.

Muitos circulam de carro, bicicleta, ônibus, moto, skate etc. Só que, antes de tudo, somos todos pedestres. O maior sempre tem obrigação de cuidar do menor, no caso, dos mais expostos à acidentalidade. É importante ressaltar que este ou aquele segmento não deve ser carimbado como adversário ou inimigo. Nós somos o trânsito. Dentro desta realidade, o objetivo é a consagração de uma harmonia nas relações, responsabilidade compartilhada pelos diversos segmentos da nossa sociedade…

Por trás dos conflitos, dos números da acidentalidade, estão pessoas, pais, mães, filhos, amigos. Quase todo dia, por maior que seja o esforço de todos nós para um trânsito mais seguro, alguém sai de casa, se despede, e nunca mais retorna. É uma tristeza infinita, sem preço, ou explicação. Dentro deste cenário, é significativo lembrar, sempre, que o espaço público é de todos. Mas uma mudança de cultura depende de um mutirão construído por ações individuais. Cada um tem um papel fundamental a desempenhar nesta permanente missão de preservação da vida, nosso maior presente.

*DIRETOR-PRESIDENTE DA EPTC





Os perigosos ciclistas terroristas

30 04 2012





Um vídeo para quem não pedala

7 04 2012




Como as bicicletas deixam as cidades mais legais

23 03 2012

And now for something completely different…

A cidade de Portland (Oregon, EUA) é tida como uma das mais progressistas e ecológicas daquele país. Há alguns anos, a cidade começou a investir fortemente em ciclovias e infra-estrutura voltada às bicicletas. O resultado pode ser conferido no vídeo abaixo. Não tem legendas ainda, mas as imagens falam por si. (Tem atletas de roupa de lycra colorida, mas também tem senhoras, crianças, entregadores de pizza, casais, imigrantes…)





Mensagem da EPTC para a Velhinha de Taubaté

22 03 2012

Tudo indica que nos próximos dias começam as obras de construção da trincheira (viaduto) no cruzamento da avenida Carlos Gomes com a rua Anita Garibaldi. No post de 16/3, alertamos para o fato de que o projeto da obra ignora a Lei Complementar 626/2009 (Plano Diretor Cicloviário de Porto Alegre), já que a Anita consta no PDCI como via estruturante e, conforme a Lei,todos os projetos de construção ou expansão das vias públicas integrantes da Rede Cicloviária Estrutural deverão incluir a implantação do sistema cicloviário previsto (…) Nos casos em que a implantação da via implicar construção de pontes, viadutos ou abertura de túneis, tais obras também deverão ser dotadas de sistemas cicloviários integrados ao projeto. (Art. 19, caput e § 1º)

Pois eu recebi ontem a resposta da EPTC à indagação realizada na semana passada, que vem com uma ladainha, digo, argumentação técnica baseada em ‘geometria e dimensões da obra’, que reproduzo abaixo. Me senti imediatamente na pele da Velhinha de Taubaté (pra quem não lembra, é aquela personagem criada pelo Luis Fernando Verissimo no final do regime militar, famosa por ser “a última pessoa que ainda acreditava no governo”).

Agora, com a tecla SAP, traduzindo a mensagem para o bom e velho português:

Senhor,

Em atenção a sua mensagem enviada há mais de uma semana (período no qual ficamos nos enrolando para responder com este emailzinho de duas linhas, para minimizar a discussão pública sobre a obra), informamos que não está prevista a ciclovia, em razão da prioridade que esta administração dá ao transporte individual motorizado.

No momento de implantação da ciclovia (previsto para quando o dia de São Nunca cair nas calendas gregas), transformaremos os centímetros remanescentes de calçada, na parte superior, em arremedo de ciclovia, experiência que já sabemos não funcionar, por forçar pedestres a caminhar na ciclovia.

Atenciosamente (…)

Bucha, né? Mas ainda dá tempo de tentar mudar isso. Para questionar a decisão da Prefeitura foi criada uma petição online, que pode ser assinada neste link: http://www.avaaz.org/en/petition/Parem_a_trincheira_da_Anita_Garibaldi/?cVecWab. É rapidinho para se cadastrar e assinar.





A malha cicloviária vai sair, queira a Prefeitura ou não! (Parte dois)

21 03 2012

Dando sequência à nossa postagem anterior, agora vai um divertido vídeo de alguns jovens que cansaram de esperar, arregaçaram as mangas e puxaram para si a responsa de implementar a ciclovia em Guadalajara (México).

TÁ VENDO ISSO, FORTUNATI?





A malha cicloviária vai sair, queira a Prefeitura ou não

19 03 2012

A Prefeitura inventa desculpas e ignora a lei que determina o investimento de 20% do valor arrecadado pelas multas na implantação da malha cicloviária. Ainda bem que os cidadãos não se omitem.





Prefeitura caga pra lei em Porto Alegre

16 03 2012

Diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (1ª edição. Ed. Objetiva, Rio de Janeiro, 2001, pág. 561):

cagar – v. (…) 7. t.i. fig. B. Não dar importância a; desprezar.”

Sem fazer alarde (ou melhor: quase que secretamente), a Prefeitura de Porto Alegre pretende iniciar na próxima terça-feira (20/3) a construção da trincheira (viaduto) no cruzamento da Rua Anita Garibaldi com a Av. Carlos Gomes. Independentemente dos questionamentos referentes a degradação urbana, corte de 60 árvores, estímulo transporte individual motorizado em detrimento do transporte público e deslocamentos a pé, há outra questão de ordem jurídica envolvida no tema.

O Plano Diretor Cicloviário Integrado de Porto Alegre (PDCI – Lei Complementar N° 626/2009) é claro:

Art. 19 – Todos os projetos de construção ou expansão das vias públicas integrantes da Rede Cicloviária Estrutural deverão incluir a implantação do sistema cicloviário previsto, com toda a sinalização horizontal, vertical e semafórica necessária.

§ 1º – Nos casos em que a implantação da via implicar construção de pontes, viadutos ou abertura de túneis, tais obras também deverão ser dotadas de sistemas cicloviários integrados ao projeto.

Mais adiante, a Lei fala sobre a Rede Cicloviária Estrutural, que prevê 495km de vias cicláveis na cidade.

Art. 26 – Constitui a Rede Cicloviária Estrutural o conjunto de vias representadas na figura 2 do anexo 1 e descritas no anexo 2, as quais deverão receber infraestrutura para o tráfego de ciclistas.

No Anexo 2 da Lei, a Rua Anita Garibaldi, em toda a sua extensão, consta como via integrante da Rede Cicloviária Estrutural. Questionamos a EPTC a respeito da implantação da estrutura cicloviária e não recebemos nenhuma resposta até o momento. Na reunião a respeito do PDCI, realizada na Câmara de Vereadores, no dia 1º/3, questionamos o presidente da EPTC, Vanderlei Capellari, a respeito do assunto. Sua resposta foi uma negativa e lacônica balançada de cabeça. Mas quem conseguiu ter acesso ao projeto garante: não há previsão de ciclovia ali. (Esta não é a primeira vez que a Lei do Plano Diretor Cicloviário é desprezada em Porto Alegre, como pode ser visto aqui e aqui.)

Essa é mais uma prova do desleixo com que a Prefeitura vem tratando a mobilidade em bicicleta na cidade (e também do desprezo à Lei). Na Ipiranga, uma ciclovia enjambrada, entre o esgoto a céu aberto e a via de alta velocidade. Na Diário de Notícias, uma via que liga o nada a lugar nenhum, com calçamento trepidante e sem calçada, estimulando pedestres a andar na ciclovia e ciclistas na via dos carros (que é perfeita como um tapete). A EPTC já arrecadou mais de R$ 60 milhões desde 2009 com o fim específico de aplicar na mobilidade em bicicleta e não gastou nenhum centavo até hoje.








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